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Gatos

Janeiro 25, 2009 · 4 Comentários

“Quanto mais entendo os homens, mais amo o meu gato”. Não lembro quem foi que disse isso, sei que foi uma celebridade. E eu concordo com ela, até certo ponto. Eu não entendo os homens, mas convivo com eles. Não faço muita questão de entendê-los, também. Por vezes parecem simples, mais fáceis de lidar do que as mulheres, mas de repente um vem e te surpreende. E a surpresa não é boa. Aliás, depois de um certo tempo de convivência, os homens raramente surpreendem de forma positiva.

Por isso que gosto do meu gato. Meu gato não arma situações para me irritar. Suas surpresas ruins consistem em se esconder na curva da parede para brincar de atacar minhas canelas ou trazer uma lagartixa morta de presente. Meu gato não exige muito de mim, a não ser sua comida na hora certa, água limpinha e uns dedinhos pra coçar atrás de sua orelha.

Se eu quero brincar com meu gato, ele vem de bom grado. Se não quero, ou ele deixa que eu o acalme ou vai brincar com outra coisa que não minha mão, o mouse do computador ou a caneta que estou usando para escrever.

Meu gato está sempre por perto. Vai me receber na porta quando eu chego. Não me irrita quando estou de mau-humor. Não me chateia deliberadamente. Vem dormir no meu colo e fazer “massagem” na minha barriga. Não destrói o forro da poltrona para mostrar um ponto de vista e sim porque acha que é o lugar certo para afiar as unhas. Um “não” e a apresentação de um lugar melhor para cuidar das unhas resolvem o problema.

Com o homem não. Não é possível nem treiná-lo para abaixar a tampa da privada, quem dirá lembrá-lo que a mulher tem sentimentos? Que armar situações para “mostrar um ponto de vista” chateia? Que é um desrespeito?

Diferente do gato, o homem tem um cérebro sofisticado, extremamente desenvolvido.  O gato não pensa em jogar fora toda a comida da geladeira para mostrar que está insatisfeito por sua tigela não estar cheia. O meu, pelo menos, senta-se na porta da cozinha, lança olhares para a tigela e para mim e, quando acha que não estou vendo, solta um miado comprido, mas baixinho. O gato tem mais consideração. E um certo sexto sentido de quando sair do caminho. E de quando voltar também.

Categorias: animais · comida · drama em sibemol · gatos · homem · mulher · relacionamento · respeito · sensações

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