Free Time?

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Filme-jogo

Outubro 28, 2008 · 1 Comentário

Isso seria assunto pro 16mm, mas o CDX está mais para um jogo do que um filme.

Usando o modelo mais conhecido de filme interativo, a BBC lançou um jogo de RPG online, o CDX, no qual você é o personagem principal.

Adam sofreu um acidente de moto que acarretou em perda de memória. Agora ele está em um apartamento que não sabe onde fica, com apenas um computador, um telefone e um rádio como janela para o mundo. Logo ele descobre sobre uma lâmina antiga que supostamente deveria estar com ele e pela qual estão oferecendo muito, muito dinheiro.

Como em qualquer jogo de RPG, nada está ali por acaso. Explore cada item do quarto.

O jogo é em flash e está dividido em capítulos. É possível jogar aos poucos. Basta escolher um nome de usuário no início e sempre jogar do mesmo computador que o site salva o progresso ao final de cada capítulo.

Conexões lentas podem atrapalhar um pouco, principalmente na parte dos diálogos e essa é a parte mais interessante, pois eles foram realmente filmados. Outro detalhe interessante é que é possível acessar qualquer um dos links que aparecem nos e-mails, como a galeria de fotos de uma banda. Outro motivo para ter uma boa conexão é ver as fotos e vídeos do computador de Adam. Não consegui ver os vídeos porque aqui em casa está lento.

Link para o jogo: http://cdx-thegame.com/

Fonte: Folha Online – Ilustrada

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Ritual de Beleza

Outubro 27, 2008 · Deixe um Comentário

Li uma matéria recentemente sobre maquiagem definitiva no Bolsa de Mulher e devo dizer: Tenho um certo preconceito com essa técnica. Assim como com cirurgias estéticas desnecessárias e com o fato de muitos médicos acharem que a solução do mundo está na pílula anticoncepcional.

Conheco gente que fez maquiagem definitiva por estética e por outros motivos. Tem um caso de câncer, em que a mulher perdeu todos os pêlos e refez a sombrancelha. Tem um caso que apareceu no programa “What Not To Wear(1) que tinha aumentado o tamanho da boca com essa técnica e não era algo muito bonito. E a mulher parecia um abacaxi. Um caso discreto e que não ficou ruim foi um em que foi feito o contorno dos olhos com um tom delicado de castanho.

Na matéria, Sylvia Dietrich fala em eliminar o ritual diário de beleza ao acordar já linda e maquiada.

Em primeiro lugar, maquiagem definitiva dói. E, querendo ou não, é tatuagem. Você passa 3 anos com a pele pintada e, ao chegar perto do “prazo de validade”, a maquiagem vai desbotar. Então, naquele dia em que você não passaria, digamos, lápis de olho, será obrigada a usar, senão vai ficar estranho, porque a tatuagem do delineador está desbotando.

Pra mim, maquiagem é um ritual de auto-adoração: parar na frente do espelho e fazer algo que vai deixar sua aparência ainda melhor. É chegar normal e sair do espelho se sentindo mais confiante. Dependendo do caso (uma festa, por exemplo), se sentindo poderosa, sexy ou seja lá qual foi a intenção do monte de tinta, creme e/ou pó que coloquei no rosto. E o melhor é tirar tudo antes de dormir e deixar o rosto limpo como uma tela. Pronto para receber uma pintura diferente no dia seguinte.

A graça da maquiagem é essa. Hoje só um pó compacto, um batom e um rímel, para dar uma cor ao rosto mas manter a seriedade. Mais tarde, lápis de olho junta-se ao pacote, para ver o namorado. No fim de semana, olhos bem marcados, com direito a olho-de-gato e cor forte nos lábios. Ou pálpebras com tons coloridos para curtir a festa. De séria jornalista à “party girl“, às vezes mudando apenas a maquiagem e os acessórios.

No mais, se arrumar deveria ser ritual obrigatório. Não porque faça bem aos olhos dos outros, mas porque faz bem a nós.

Pré-festa. Nada grande, só uma reunião de amigos na casa de alguém. Um bom banho. Aquele vestido simples, mas bonito e que faz maravilhas às suas pernas. Pó, iluminador, lápis de olho, máscara para cílios (descobri que rímel é feito gilete: não é o nome do produto, mas uma das marcas que o fabrica), talvez blush, bem pouco. Batom claro ou gloss. Para finalizar, perfume. Aquele marcante. Pronto. Não apenas está pronta para aproveitar a festa, mas, se você curtir um ritual como esses com calma, estará pronta para chamar a atenção daquele interessantíssimo amigo do seu amigo que está presente. Ou para levar seu namorado para uma festa particular depois do “tempo obrigatório de permanência”. Não porque você aparenta estar bonita, mas porque se sente bonita.

A maquiagem tem um grande papel nessa história. Ela serve como máscara do que você está sentindo. Se você faz uma maquiagem sexy, ao terminar provavelmente assumirá esse “personagem” sexy que desenhou no seu rosto. Não que seja alguém inventado, é apenas uma faceta sua que está colocando para fora.

Não que vá mudar completamente o que você sente. Se está de mal-humor, estressada, latindo pra qualquer um que passe na frente, não é um blush e um gloss que farão de você uma pessoa mais simpática. Mas se respirar fundo, lavar o rosto e for se divertir com a maquiagem, a brincadeira pode te acalmar e, aí sim, talvez ajudar a colocar a “Miss Congeniality“* que há dentro de você para fora.

E falo em brincar e se divertir porque, lá no fundo, ainda tenho 5 anos e brinco com a maquiagem e a roupa da mamãe. A diferença é que hoje a roupa da mamãe cabe perfeitamente, já sei passar o batom sem borrar e já posso comprar meus próprios apetrechos.

Rodei, rodei, rodei e não cheguei no ponto principal: a maquiagem definitiva dói e, como o próprio nome diz, é definitiva. Se você pinta seus lábios de vermelho hoje, vai passear por aí com a boca rubra até num funeral, que você decididamente preferiria estar com um tom de boca, pra prestar respeito. Se resolve que não gosta das suas sombrancelhas e resolve arrancar tudo e fazer uma nova, na melhor das hipóteses vai parecer um travesti. E os pelinhos crescerão novamente. E a probabilidade da sombrancelha maquiada não combinar com seu rosto é grande.

Tem uma moça que malha na minha academia que tem sombrancelhas, contorno dos olhos e da boca maquiados. É estranho. Parece um travesti. E não fica nada legal aquele contorno vinho ao redor dos lábios e a boca sem batom. O suor escorrendo por cima das sombrancelhas pintadas.

Acho válidas essas técnicas, porque sempre há quem precise delas. Como fala na matéria do Bolsa, serve para esconder cicatrizes, refazer mamilos e como eu falei, redesenhar pêlos que certas pessoas perderam. Mas, apesar de adorar uma futilidade de vez em quando, tem coisas que passam dos limites.

(1) What Not To Wear: programa britânico da TLC, exibido no Brasil pela People&Arts sob o nome Esquadrão da Moda. Já existem as versões americana e brasileira.

* Miss Simpatia

Categorias: comentário · festa · internet · jornalismo · maquiagem · matéria · mulher · pintura/desenho · saúde

Desmembrando

Outubro 12, 2008 · Deixe um Comentário

Eu sou maluca por blogs. E maluca em geral.

Antes do Free Time? eu tinha outro blog, o 16mm em Papel Couché, que passou um bom tempo parado.

Hoje, resolvi que talvez fosse hora de desmembrar o Free Time? e, quem sabe, dar uma “linha editorial” para ele. De repente ele fica só para textos de ficção e jornalismo. Isso ainda vou ver.

O 16mm é um blog de cinema, história e literatura. Se possível, tudo interligado. Dá para ligar quase tudo com a História, mas nem sempre dá para juntar cinema e literatura. Dessa forma, muita coisa fica de lado. E no caso de filmes que vi e foram inspirados em livros, mas não li os livros? Ou quando li o livro, mas não vi o filme?

Decidi então que falaria de cinema e literatura mesmo que não fossem um relacionado com o outro. Para recomeçar, escolhi um relacionado: Tropa de Elite. Ou melhor, Elite da Tropa, pois escolhi falar primeiro do livro. Durante a semana deve entrar o texto sobre o filme.

Origami é outra paixão, além da leitura e dos filmes. Tenho álbum com origamis feitos por mim e postei alguns deles no orkut, mas um blog é sempre um bom jeito de divulgar a arte.

Portanto criei o L’Atelier. Vai funcionar como blog para falar do assunto e vitrine de loja, já que aceito encomendas (não do curler e outros mais demorados, no momento, porque estou em aula e é período integral).

Pretendo atualizar cada um dos meus 3 blogs uma vez por semana. Dependendo do que acontecer, pode ser que eu atualize mais vezes.

Sejam bem-vindos a cada um deles e um bom fim de semana!

Categorias: blogosfera · cinema · história · internet · literatura · origami · universidade

Checamos seu e-mail para você

Outubro 7, 2008 · 1 Comentário

Não é novidade o vício em e-mails que aflige boa parte da população. Várias pessoas chegam a olhar suas caixas de mensagem a cada cinco minutos, para ver se há alguma novidade. Tal vício não se restringe apenas a e-mail. Recados em páginas de relacionamento, como o Orkut, mensagens de celular, ligações, comentários em textos, fotos ou vídeos de blogs e sites de compartilhamento, como Fotolog, Flickr ou YouTube também são constantemente contabilizados pelos usuários.

Pensando em amenizar o drama de viciados em e-mail ao redor do mundo, o Dream Cheeky criou um aparelho que permite ao “E-mail-ólatra Anônimo” se afastar do computador e mesmo assim ser informado de quando recebe algo novo.

O USB Webmail Notifier chegou para acabar com os seus problemas!

[pausa] Com um nome desses, não resisti em fazer uma chamada à lá “Organizações Tabajara”[despausa]

O pequeno aparelho não exige bateria, possui luzes em 3 cores diferentes (vermelho, azul e verde) e possibilita ser configurado para 3 contas de e-mail. Pode, inclusive, tocar um som diferente para os e-mails recebidos por cada conta.

Compatível com o Gmail, o Yahoo e o gerenciador de e-mail Outlook, o Webmail Notifier precisa apenas que seu computador tenha uma entrada usb, 50 Mb livres no disco rígido, drive de CD e placa de som (sound card em inglês, me corrijam se eu tiver feito uma tradução completamente errada). Compatível com Windows Vista e XP, o lindo aparelhinho com formato de envelope permite que você pare de acessar sua caixa de e-mails a cada 15 minutos.

O problema é ficar ansioso, esperando que seu aparelhinho pisque e toque a cada momento.

O Webmail Notifier vem com cd de instalação e manual do usuário. Para saber mais ou encomendar o seu, acesse o site. Sinto dizer que o preço não está disponível, muito menos o frete ou se eles enviam para o Brasil.

Não sei se tal aparato iria realmente resolver o vício de alguém, mas certamente fica muito bonito numa mesa, ao lado do monitor.

Categorias: acessórios · computador · internet

Pequeno aviso

Outubro 6, 2008 · 3 Comentários

Olá, caros leitores!

Vocês devem ter notado que há um requisito para os comentários no blog: o e-mail.

Fiz isso porque uma criatura saída do nada resolveu entrar num dos meus posts antigos e me xingar até não poder mais. Não tive como descobrir quem é a pessoa, pois não conheço nenhuma “izadora” e não tinha link ou e-mail algum. Uma pena, porque eu adoraria extravasar meu estresse numa resposta desaforada. Então resolvi limitar, para evitar que eu precise apagar comentários inapropriados.

Não se preocupem, o e-mail não aparece para o público. A única pessoa que pode vê-lo sou eu e, mesmo assim, é um nó danado para conseguir ver o endereço eletrônico de vocês.

Portanto fiquem a vontade, coloquem nome, e-mail e falem o que quiserem, mas não esculhambem, senão eu esculhambo de volta. Bom, a não ser que o texto esteja ruim, aí pode falar. Claro que o comentário só ficará no ar se for coerente, se for pura e simples torração de paciência eu deleto sem pensar duas vezes.

Aproveito para dizer que minhas aulas estão voltando, portanto as postagens serão menos freqüêntes. Vejam pelo lado bom: talvez o nível dos textos subam um pouquinho. Ou caiam de vez, vai saber?

Muito obrigada pelas visitas e comentários on e off-line!

Categorias: agradecimento · aula · blogosfera · comentário · curso · internet · universidade

Coisas que faço no carro…

Outubro 3, 2008 · Deixe um Comentário

… Quando acho que ninguém está vendo.

Eu canto E tenho certeza de que não pareço uma maluca falando sozinha e balançando a cabeça para um lado e para o outro. Se desse para me ouvir com a janela fechada, ouviriam as músicas serem completamente estraçalhadas por mim.

Eu danço Ok, sacudo a parte de cima do corpo. Mas só no sinal vermelho, juro!

Pratico exercícios da dança do ventre Atividade muito boa, também para sinais vermelhos. Bom, não dá para praticar muito mais do que os exercícios para as mãos, mas em contrapartida, é o único momento em que faço esse treininho.

Repasso a agenda Sim, eu converso comigo mesma! E falo o que preciso fazer durante o dia, o itinerário. Vez por outra fico discutindo qual o melhor caminho para se chegar aonde quero ir.

Xingo os outros motoristas E quem não faz isso?

Ouço Savage Garden Só de vez em quando. E só as músicas mais felizes, alegres e dançantes.

Fico misturando idiomas Não que eu saiba muita coisa além do português, mas conheço umas palavrinhas, então falo as frases todas misturadas.

Penso no que quero fazer quando chegar em casa E esqueço assim que chego.

Penso em coisas que preciso fazer ou pegar assim que chegar em casa E aí é que esqueço mesmo!

E você, qual mico paga quando acha que ninguém está prestando atenção?

Categorias: carro · dança · música · rotina

Pole Dancing

Outubro 2, 2008 · 4 Comentários

O assunto me persegue. Quer lugar melhor para exorcizá-lo do que um blog?

Tudo começou com um episódio de “America’s Next Top Model”.

Mentira, foi assim que as coisas começaram para mim. Para o resto do Brasil foi com a última novela das 9h30 da Globo, Duas Caras. Espero que esse seja realmente o nome da maldita novela, porque não acompanho nenhuma, portanto não guardo o nome e simplesmente estou com preguiça de procurar. Desculpem-me, sei que vocês tem direito à informação mais completa, concreta e exata possível, mas… sério, gente é só uma novela. E eu sei que a stripper era a personagem de Flávia Alessandra, isso já clareia a mente de várias pessoas. Ou não?

Mas pra mim começou com o fatídico episódio das wannabe modeletes. Estava eu na academia, criando coragem para a terrivelmente chata atividade de correr na esteira e encarando os monitores pendurados na parede de vidro que faz com que todos dentro da academia pareçamos um bando de hamsters numa gaiola para quem está ido para o cinema. (Mas adivinha: uma vez lá dentro ocupado com outras coisas, você simplesmente não se importa.) Eu tinha três opções. Numa das TVs estava passando novela reprisada. Não, obrigada. Não assisto nenhuma quando passa da primeira vez, não é quando repete que vou assistir. Na outra, futebol. Tudo bem, era um time europeu, talvez eu tivesse um equivalente ao Totti para admirar. Mas não, obrigada. Simplesmente não vale a pena. Se eu quisesse ficar olhando rapazes famosos bonitos, simplesmente colocaria o nome deles no Google.

Ou simplesmente coloco uma bela foto de um deles aqui e divido com as minhas queridas leitoras.

Ou simplesmente coloco uma bela foto de um deles aqui e divido com as minhas queridas leitoras.

Minha outra opção era o reality show das magrelas e magrelos de cabeça de minhoca. Então tá. Sintonizei o aparelhinho para captar o sinal daquela TV, preparei a esteira e coloquei os fones de ouvido. Naquele episódio específico foi pedido para que as garotas fizessem uma aula de pole dancing antes de uma sessão de fotos para exteriorizar a sensualidade de cada uma delas. Todas ficaram chocadas, horrorizadas, se negaram peremptoriamente, espernearam e fizeram escarcéu. O futuro contratante disse que não era a postura que ele esperava de profissionais e que se elas queriam ser modelos, iam fazer a maldita aula, sim. E que não era para ninguém se despir, era apenas para dançar sensualmente em volta de um mastro.

Ok, eu talvez tenha sido um pouquinho menos delicada, mas esse foi o espírito da coisa. Todas voltaram para o hotel com a maior cara de tacho do mundo, resmungando e gravando passagens em que diriam que nunca, jamais, que era vulgar, coisa de prostituta, o que é que estavam pensando delas, somos moças de família, religiosas e todos os blablablás moralistas americanos e/ou religiosos.

Quando chegam em seus aposentos, olha a surpresa: um mastro cromado devidamente instalado no meio da sala comum a todas elas. Agora não dancem, bichinhas! O cara que coordena os modelos resolveu que, como as garotas estavam estressadas e desanimadas, os garotos poderiam fazer uma visitinha e uma pequena festinha. Quando eles viram o mastro, pronto! Dança um, dança outro, dança mais um, todo “minhoca rebolativa” tirando a camisa… E uma das modelos resolve acompanhá-lo. As outras vêem isso apenas como mais uma dança divertida e tchã-nã! Até o fim da noite todos dançaram e giraram e levaram tombos e riram muito em volta do mastro. Eu acho que os modelos foram instruídos a brincar com a barra para tentar quebrar o tabu das moças.

Pouco tempo depois, recebo por e-mail, através de uma lista em que participo, um vídeo falando sobre como a dança no mastro virou uma febre nas academias argentinas. E com razão. Como qualquer dança, exercita a consciência corporal, ajuda a perder peso, trabalha coordenação motora, pernas, braços, abdômen, postura… Por ser uma dança sensual, faz com que a mulher se sinta melhor consigo mesma e transforma tudo num ciclo vicioso: você se sente bem depois da aula, mais segura, mais sexy talvez. Mais elegante, pois começa a ajeitar a postura. O que fazer para se sentir melhor? E para conseguir melhores resultados na dança? Perder peso? Tonificar os músculos? É um estímulo a mais para continuar cuidando de si e começa a resolver os problemas que pode ter com seu próprio corpo.

Pouco depois, também por e-mail, recebo um aviso de que haverá aqui na minha cidade um curso de um dia de pole dance. Repassei para a lista, brincamos horrores e até que houve interesse, se não fosse o preço absurdo para uma única aula de algumas horas. E nenhuma academia aqui tem esse tipo de dança. Fazer a aula, amar e depois? O único canto que tem, até onde eu saiba, é um certo motel e, como nunca fui lá, não sei nem dizer em quais condições se encontram aquele mastro.

Resolvi procurar sobre o assunto e encontrei o blog da Violet Blue, em que ela fala de pole dancing em dois posts: esse e esse (inglês, ok?). Foi aí que descobri que essa febre tomou conta de vários países, saiu do submundo dos prostíbulos e foi reconhecido como arte e esporte. E porque não? Pelo que entendi, é uma arte surgida na China há uns 1000 anos.

Chinesas numa academia

Chinesas numa academia

Um homem como professor

Um homem como professor

Nos Estados Unidos a dança teve maior repercussão quando Carmen Electra montou uma academia e começou a dar aulas de strip tease e pole dance. Agora será lançado um jogo para o Wii com a dança, como é possível ver no Update or Die (que infelizmente só consegui visualizar com o IETab), no Gaming (em inglês) e no Wii Wii (em inglês e que também só consegui abrir com o IETab. Qual o problema de vocês?!).

Eu fiquei com vontade de fazer as aulas, mas como moro num fim de mundo provinciano e hipócrita (Opa! Hipócrita quase todos os lugares são, né? My bad!) que provavelmente acha absurdo que alguém queira girar num mastro só porque deve ser divertido e não para tirar a roupa e ganhar dinheiro, dificilmente esse tipo de dança entrará numa academia tão cedo. E, bom, qual o problema se alguém quiser tirar a roupa e/ou ganhar dinheiro, desde que no local apropriado? Certo, virá uma professora para cá, mas o preço é muito alto!

Se você também tem curiosidade, existe um tutorial aqui. Quem estiver a fim de desembolsar alguns dólares, pode clicar no fim da página do tutorial para comprar seu kit e treinar em casa. Cuidado com os tombos! =)

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Uma História Grega IV

Outubro 1, 2008 · Deixe um Comentário

“Ah, Enone… Por que eu inventei de te largar?…”

Páris pensava, arrependido, apesar de Helena, do reconhecimento dos seus pais biológicos, do ouro, da glória, do título de príncipe… Será que ela aceitaria salvá-lo?

Enone era filha do deus do rio Cebren e foi com ele que aprendeu o segredos das ervas. Era a única que poderia salvar Páris, se ele tivesse chegado um pouquinho mais cedo. Como filha de um deus, outra herança poderia ser o temperamento que os deuses gregos tinham…

Páris pede para ser levado para sua antiga esposa, no Monte Ida e largam ele lá. Enone olha para o fugitivo moribundo.

- É assim? Você larga a própria esposa, rouba a esposa de outro, vira príncipe, causa essa confusão em Tróia e só pensa em mim quando está morrendo?

- Enone… Só você pode me salvar…

- E nem ao menos é pra pedir desculpas, só para que eu tire o veneno do seu sangue, para você voltar todo serelepe para sua Helena.

Enone dá as costas para Páris e contém o choro. Ah, não ia mesmo deixar aquele adúltero ver as lágrimas que vertia dia após dia por ele! Engoliu o nó que se formava na garganta e esperou por uma resposta.

- Enone, eu… Você…

- Páris?

Tarde demais. O veneno alcançara-lhe o coração. Enone cai em cima do príncipe, batendo com os punhos em seu peito, deixando as lágrimas correrem:

- Seu estúpido! Burro! Tivesse me pedido desculpas, eu te curava! Ainda gostava de você! Se tivesse chegado mais cedo, eu salvava sua vida e ainda fazia uma poção pra você ficar aqui, comigo…

Enone sabia que ele voltaria, no momento em que precisasse dela, por isso esperou e esperou. Mas não imaginava que fosse na hora da morte! Talvez atrás de uma poção para não ter filhos, ou de virilidade… Quem sabe com um ferimento mais leve. Aí ela daria a ele uma poção de amor e pronto! No desespero, jogou um de seus vasos contra a parede e um estilhaço de cerâmica voltou para ela, cortando-lhe a garganta. Morrera com seu amado.

E a guerra nem tinha acabado ainda! Com Heitor morto, Príamo colocara Páris para comandar a batalha. Páris morreu também, então foi a vez de seu terceiro filho assumir o controle. Assumiu também a mulher do falecido irmão. Helena, despeitada por seu marido ter ido morrer junto à “outra”, casou-se com Deífobo.

As coisas não iam bem para Tróia e a cidade caiu. Menelau encontra Helena em um de seus aposentos. Com a espada desembainhada, chama a mulher.

- E então? Divertiu-se nas suas aventuras amorosas? Esqueceu-se que tem marido, filhos e palácio pra cuidar? Você não é digna de morrer pela minha espada, mas não tenho outra arma para dar cabo da sua existência.

Helena vira-se para seu marido grego, que espera ver seu rosto alterado pelo desespero e a súplica pela vida em seus olhos. Mas há apenas calma, um breve sorriso nos lábios vermelhos e um brilho sedutor no olhar. Com uma voz aveludada, que ele não ouvia há tempos, Helena se aproxima lentamente de Menelau, passos rebolados milimetricamente calculados:

- Ah, meu marido! Então não sabes que fui enganada pelos deuses? Que Afrodite me deu para Páris por causa de uma aposta? Que escolha tinha eu? Sabes como somos impotentes diante dos poderosos deuses.

Menelau ficou parado, olhando para aquele ser de beleza quase sobrenatural que se aproximava, corria os dedos pela lâmina da espada até o punho, e estão para os braços de Menelau, que estava agora próximo o suficiente para se inebriar com o perfume. Helena desfez-se de sua túnica e Menelau cedeu às tentações de sua esposa.

- Mas não pense que isso vai ficar assim! Não posso simplesmente aceitar ser corneado!

- Sei onde está Deífobo. Ele que comanda Tróia agora. Posso lhe dizer aonde encontrá-lo e, assim, você terá a cidade e seus poderosos na sua mão.

Assim, Helena entregou Deífobo à Menelau, que a perdoôu e a levou de volta à Esparta, aonde viveu até que seu marido morresse. Nicostrato, seu filho, não gostou muito de ter sido abandonado pela mãe por 10 anos e a expulsou da cidade.

Helena, então, foi morar em Rodes com a rainha Polixo, sua amiga. Um belo dia, no banho, ela foi enforcada por uma das servas de Polixo, que morria de ódio de Helena por causa da guerra. Essa serva morava em Argos com seu marido, que foi pra guerra de Tróia e lá morreu. Dizem também que foi a própria Polixo que a matou e colocou a culpa na serva. Mas tudo isso pode ser só fuxico da criadagem.

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C’est fini!

Pode ser que o final esteja seguindo uma linha diferente, afinal foi escrito bem depois do início. Espero que tenham gostado! ^^ Vocês podem me dizer se gostaram ou não nos comentários de qualquer um dos quatro textos.

Como assim, não leu os outros três? Sério? Bom aí vão os links… Fique à vontade. =)

Uma História Grega Parte I
Uma História Grega Parte II
Uma História Grega Parte III

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