Faz tempo que não falo aqui sobre um livro e li alguns recentemente. Já falei sobre Nelson Rodrigues aqui no blog, indico a biografia dele, escrita por Ruy Castro.
Nunca tinha lido nada de Nelson Rodrigues e, para poder chamá-lo de gênio ou pervertido, eu precisava fazê-lo. Acontece que… bem… E se eu disser que, atualmente, ele não é nem um nem outro? Ok, ok! Achei os textos dele muito inteligentes e o conteúdo ainda é chocante, dependendo de quem for ler.
Bom, para a época em que escreveu, definitivamente ele era os dois! Imagina, entre a década de 40 e 60 alguém escrever abertamente sobre sexo, adultério e assassinato, tudo interligado? Ou sobre as taras das pessoas? Até hoje tem gente que olha, mas cara de chocado e exclama “Geeeente!”.
As crônicas de Elas Gostam de Apanhar foram publicadas na sua coluna “A Vida Como Ela É”, portanto são pequenas, é crônica de jornal mesmo. Cada uma narra a história de um personagem ou casal (ou trio…) e seus dramas trágicos, como o da irmã apaixonada pelo cunhado ou cômicos, como a história da mulher que queria que o noivo tomasse uns três banhos por dia.
Além de representar um bom momento de entretenimento, o livro também retrata a vida do Rio de Janeiro no meio do século passado, seus costumes, suas gírias e o que foi que representou uma revolução na literatura da época.
Não podia deixar de falar da arte do livro. O texto da capa é feito com papel texturizado, bem como os outros livros da mesma coleção. Antes de cada texto há um desenho de duas páginas com o tema de cada crônica, o que torna a leitura mais agradável e o livro ainda mais interessante.
Com 210 páginas, o livro da editora Agir pode ser encontrado por R$34,90 na maioria das livarias virtuais, mas achei por R$27,57 nessa aqui.









