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Sabe o que é bom?

Julho 31, 2008 · 3 Comentários

Bom é beijo pré-namoro. Aquele status indefinido, o gosto de insegurança e confiança na boca do outro. Os primeiros tempos também são bons, pertencemos tanto ao outro e o outro tanto faz para nos conquistar e fazer-nos seus.

Bom é se sentir em casa, seja com a cabeça no travesseiro preferido, roubado de um avião na época em que os aviões eram bons ou ao lado de alguém que, nem que seja por um breve momento, dá aquela sensação de abrigo.

Bom é sentir o gosto imutável da infância num pedacinho de chocolate mentolado, que era comprado no Maspin do Itaim-Bibi depois de muito azucrinar a mãe. Ou ao ver a cara do ursinho de pelúcia guardado até hoje, agora disforme e caolho, mas que foi o primeiro e, durante muito tempo, o melhor amigo.

Bom é ter algo para chamar de lar. Pode ser um palacete ou uma casinha pequenina e confortável. Pode ser um quarto ou só a cama. Pode ser a casa da avó ou o sonho da futura casa. Pode ser, de repente, dormir de conchinha. E pode ser que não passe de uma noite.

Bom é ter alguém pra chamar de seu, mas bom, bom mesmo é dizer que é da outra pessoa. E ter certeza de que essa pessoa vai fazer o possível para te manter ao lado dela. Para manter-se ao seu lado.

Bom mesmo é viajar o mundo, parar em algum canto, abrir as janelas e ver que tudo está como você deixou. Bom mesmo é se sentir em casa. Mas e quando isso não acontece?

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O Anjo Pornográfico

Julho 30, 2008 · 1 Comentário

É uma biografia, mas não parece. Ruy Castro faz parecer que a vida de Nelson Rodrigues é um romance muito criativo, por vezes fictício. Quem iria imaginar que alguém poderia ter uma vida tão trágica? E como pode uma família ter inventado o jornal, o futebol e o teatro brasileiros?

Mas pode. E assim foi. “O Anjo Pornográfico – a vida de Nelson Rodrigues” fala da história da família, desde Mário Rodrigues e sua habilidade para ganhar dinheiro e fazer dívidas que o acompanhou de Pernambuco ao Rio de Janeiro. Fala das paixões de Nelson, dos dramas da família que tanto se parecem com os folhetins rocambolescos que ele escreveu sob o pseudônimo de Suzana Flag, fala também do nascimento do jornalismo como o conhecemos hoje. E do futebol. E do teatro.

O que achei mais interessante até agora foi o que fato de termos campeonatos de futebol, grandes times e negros em campo, além do jogo ter deixado de ser amador e do Maracanã ter sido construído foi “culpa” de Mário Filho, irmão de Nelson.

O Anjo Pornográfico, de Ruy Castro

O Anjo Pornográfico, de Ruy Castro

Ainda não terminei de ler o livro, mas estou adorando e recomendo! Até o momento não li nada de Nelson Rodrigues, mas estou começando a achar isso um pecado para alguém que gosta tanto de literatura como eu e pretendo mudar isso dentro de pouco tempo.

O livro é de 1998, da editora Companhia das Letras e pode ser encontrado por R$59 na Siciliano. No momento está em falta no Submarino, mas sugiro olhar lá e nas Americanas, que possuem preços menores.

Atualização: Como imaginava, nas Americanas está mais barato: de R$47,90 por R$38,90

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Vou te levar daqui

Julho 30, 2008 · Deixe um Comentário

Estava na casa do meu namorado, mais precisamente na cozinha, esperando-o chegar enquanto conversava com um amigo dele. Eis que, do nada, o amigo vira pra mim e fala, no tom mais sério do mundo:

- Vamos embora agora! Eu te levo pra onde você quiser ir, a gente nunca mais volta! Faço o que você quiser! Tenho dinheiro tenho como nos sustentar.

Ao ouvir a primeira parte achei que tinha algo errado, como um estouro de manada de mamutes desvairados que vinham correndo e iam derrubar a casa. Quando ouvi o resto e percebi do que se tratava dei um pulo para trás, literalmente um pulo, assustada. Como é que ele poderia fazer uma coisa dessas? Ele estava ficando maluco ou o quê? Com o coração disparado do susto e do medo, respondo:

- Você tá doido? A gente tá na casa do meu namorado, do seu amigo, que tem um grande apreço por você, e você me faz uma proposta dessas? Sabendo inclusive o quanto eu gosto dele? Você não tem respeito? Se não por ele, tenha por si mesmo.

- É… eu sei. Foi uma brincadeira.

E o digníssimo chega, os humores já estão amainados e elem não percebe o que se passou. Enquanto caça umas uvas na geladeira, o amigo vai para o quarto ver os gibis antigos, motivo pelo qual estava lá. Ficamos conversando amenidades na cozinha enquanto penso se devo contar ou não sobre aquele momento de insanidade.

O amigo não é real. Pouco depois disso eu acordo e vejo que estou em casa, no meu quarto, enrolada numa colcha de patchwork para me proteger do vento frio da noite e da qual terei que me desenrolar, pois já passa da hora de cumprir minhas obrigações.

Penso na proposta do personagem do meu sonho e respiro fundo. Bem que eu gostaria de ouvir algo assim, não de um amigo do meu namorado, poderia -deveria- ser do namorado. Ou de mim para mim. “Vem, vou te levar. Não precisa nem fazer as malas.” E sumir.

Não precisava ser para sempre também, mas, quem sabe, por um dia ou dois. Em algum lugar que ninguém soubesse onde, quando ou porquê. Sem celular, para que eu não seja encontrada até querer ser encontrada. Sem nenhuma ligação ou lembrança de qualquer responsabilidade da vidinha mundana.

E, se tem que haver volta, pelo menos ter umas lembranças bem particulares, dessas que não se divide com ninguém, senão se dilui, do meu paraíso particular. De um lugar para onde eu possa ir, nem que seja só na mente, quando o dia-a-dia ficar sufocante demais.

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Publicidade

Julho 29, 2008 · Deixe um Comentário

Nem só de empresas particulares vive a publicidade. O ministério da saúde criou um vídeo e um spot de rádio para sua nova campanha anti-tabagismo. Ambos podem ser baixados de graça no site do Ministério da Saúde.

Ainda não vi o vídeo na televisão, mas pensei numa coisa interessante: não querem acabar com a publicidade de bebidas alcoólicas? Porque, ao invés de proibi-las, não se fazem campanhas como essa e colocam para passar logo depois dos vídeos de cervejas, uísques e etc? Ou vinculados a esses?

Além de passar a mensagem, as campanhas são divertidas, muito criativas e estão voltadas para o público certo.

Nem só de vídeo e áudio é feita essa campanha. Há também cartazes bem criativos, todos voltados para o público jovem. Eles usam como ponto de partida justamente a liberdade que os adolescentes tanto querem e que os adultos tanto buscam.

Link para a página da campanha anti-tabagismo do Portal da Saúde: http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/campanhas_publicitarias/campanha_detalhes.cfm?co_seq_campanha=1804

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Censura à Publicidade

Julho 28, 2008 · Deixe um Comentário

Li ontem na Veja dessa semana um artigo sobre a censura nas publicidades de televisão. Tinha pouco tempo para folhear a revista e escolhi ler essas duas paginazinhas porque, de início concordava com o autor.

Eu costumo ler a Veja, apesar de achá-la uma revista pouco confiável e ver meio mundo de absurdo nela. Em primeiro lugar, porque leio de graça. Em segundo lugar porque acho que para criticar alguma coisa é preciso conhecê-la. Em terceiro lugar, porque fica mais interessante ver o site em que Luís Nassif fala da Veja e as críticas do Observatório da Imprensa.

E sim, a proibição de comapanhas publicitárias é um absurdo. Algumas extrapolam, é bem verdade. E as empresas de publicidade nem sempre são capazes de seguir regras, como em São Paulo que, por conta da poluição visual, foi estabelecido que em certos locais não poderia haver propaganda. As agências ignoraram isso e agora só pode ter propaganda nos termômetros de rua e pontos de ônibus. Bem feito.

Do mesmo jeito que as agências não precisam cobrir cada centímetro de um prédio e enfileirar tanta propaganda que não dá nem pra ver do que são, também não precisam colocar publicidade de cerveja com mulheres de bunda de fora nos intervalos do “Xou da Xuxa”. (Ok, eu sei que não tem mais “Xou da Xuxa” e que não se coloca propaganda de cerveja pros pirralhos, mas é um exemplo.)

Falando ainda de propaganda de cerveja, só um parêntese que esse não é exatamente o assunto aqui, achei legal essa de “mulher de biquini, só na praia”. O vestuário dos “personagens” deve ser condizente com o ambiente e mulher não é algo que vem de brinde na cerveja. “Compre uma longneck e se dê bem essa noite”. Como assim? Tem uma propaganda de carro, não lembro qual, sei que vi numa revista e que era da Volks, em que mostrava o carro por fora e dentro havia uma mulher linda com um tubinho preto bem curto e a mensagem era basicamente “compre o carro e leve ela de brinde” (sim, por escrito, não tô falando de interpretação da imagem aqui). Mas, hein?! Em compensação, nada a ver tirar os caranguejinhos “nhénhénhé” das publicidades de cerveja. Eu adorava aqueles caranguejinhos! E odeio cerveja. Olha aí como os bichinhos fofinhos não influenciam as crianças mentalmente saudáveis?

Voltando. É uma boa definir horários para as campanhas publicitárias. Isso é bom para as próprias agências. Não tem porque passar propaganda de bebida alcoólica e de carro num horário de programação infantil, assim como não tem sentido encaixar propaganda da Barbie no meio da novela das 8. Toda publicidade tem um público específico e deve ser exibida no horário em que aquele público está na frente da telinha. Ou, no caso de tv por assinatura, no canal certo. Imagina… Por mais bem boladas que sejam as propagandas da Jontex e por mais que sejam animações, elas não cabem no Cartoon Network. Seu público alvo está assistindo MTV (quando não comprou um canal pay-per-view escondido do pai).

Agora, não pode mais passar propaganda para criança. Também não pode de produtos que não tenham valor nutricional. Não pode ter desenho nem ser divertida. Ué? E o que vai ser da campanha publicitária então? Ela não tem culpa dos pirralhos ficarem enchedo o saco dos pais com o “Compra, mãe!!!”. Isso é fase pela qual boa parte das crianças passa. Vê uma coisa divertida, bonita e colorida na tv, na loja ou na casa dos amiguinhos e logo quer. Cabe aos pais dizer um não bem dito e se a criança vier com “Mas por quê?” ou “Mas o Luizinho tem um!”, também cabe aos pais explicar que dinheiro não dá em árvore, a criança não pode ter tudo o que quer e que ela não é o Luizinho e não tem que ter tudo o que o Luizinho tem ou fazer tudo o que o Luizinho faz. (É, eu passei alguns anos da minha infância ouvindo isso… e até hoje sapeco um “compra, mãe” quando vejo um sapato lindo.)

As agências de publicidade tem todo o direito de exercer sua criatividade e de fazer propagandas para qualquer empresa que lhes pagar. Aliás, tem o dever de fazer propaganda boa que eu, como espectadora, quero pelo menos me divertir assistido a elas. E esse é o modo que temos de conhecer novos produtos e serviços. Ou não é?

Até aí eu concordo com o Reinaldo Azevedo. Só que ele vem com a história de que o governo inventou essa censura para favorecer revistas e emissoras de televisão que o apóiam.

“Cumequié?”

Quer dizer que só a Veja e a Globo falam mal do governo? Mostram o que ele deixou de fazer certo e o que ele fez de errado? Tá… tá bom. E ainda por cima o governo quer dar “apoio moral” pra Carta Capital? Ok…

É, a conversa dele é exatamente essa. Tadinhos de nós, Veja e Globo, que só obtemos recursos através da veiculação de publicidade. O governo fica pagando as contas da Carta Capital, que fala bem deles e querem acabar com nosso ganha-pão.

Essa dor-de-cotovelo está tão… tão “Mário Rodrigues”. Mário Rodrigues foi o pai de Nelson Rodrigues e na época dele é que os jornais faziam isso, ficavam se alfinetando, dizendo que o outro mentia e que ele falava a verdade, que o outro recebia do político x, por isso inventava histórias boas sobre ele. O detalhe é que todos os jornais recebiam recursos de políticos, apoiavam os que pagavam suas contas e faziam a caveira dos outros. E o divertido devia ser, imagino eu, comprar jornais de correntes políticas opostas só pra acompanhar a picuinha.

Será que o jornalismo hoje vai ser isso? Abro a Veja e leio uma crítica à Carta Capital e vou na banca e vejo a Carta Capital dando resposta? Espero que não. O jornalismo precisa sim de novos ares, mas não desse tipo.

A Veja não é o único veículo de comunicação que mostra as falhas do governo. Pelo contrário: até esconde algumas. Eles esquecem que o governo não é só Lula, que não é só o presidente que faz besteira, que outros veículos também apontam as falhas, que nem só de erros é feito o governo.

Não leio a Carta Capital, mais por preguiça de passar na banca do que outra coisa, mas vou procurar acompanhá-la a partir de agora. No entanto ela é tida como a revista mais séria, politicamente falando, dentre as pessoas que convivo e cuja opinião valorizo. A Veja, no entanto, não tem lá muita credibilidade no meio jornalístico. Será esse o problema de Reinaldo Azevedo?

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I support…

Julho 26, 2008 · 2 Comentários

“Make love, not babies”

(Faça amor, não bebês)

Vi ontem um cara com uma camiseta com esses dizeres e achei muito engraçado!

Além do mais, é uma forma criativa e divertida de dizer “Usem camisinha, seu bando de … !”

(E dele expressar a posição dele em relação a filhinhos – pelo menos no momento. Mas aqui eu estou devaneando, só vi o cara com a camiseta. Pode ter sido presente da mãe/namorada/noiva/esposa/amante e aí sim eu diria que expressa a vontade de não ter netinhos/filhinhos. Ou a pessoa que presenteou, se for esse o caso, simplesmente não sabe ler em inglês. ^^)

Faça amor, não bebês

Faça amor, não bebês

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Qual sua raça de gato?

Julho 24, 2008 · Deixe um Comentário

Eu sou um siamês. Amante da diversão, brincalhão, cheio de energia, falante e exótico. É o centro das atenções e ama cada minuto disso.

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You are a Siamese! You are fun-loving, playful, energetic, talkative, and exotic. You are the center of attention and you love every minute of it.

O teste é em inglês e você pode fazê-lo aqui.

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Banheiro Público

Julho 23, 2008 · 1 Comentário

Banheiro público não é um negócio limpo, cheiroso nem agradável. E estou falando do feminino. Dizem que as mulheres tem maior tendência à limpeza e organização do que os homens, então não quero nem imaginar como deve ser o banheiro deles!

Quando falo de banheiro público, acho que vocês devem pensar em banheiros de rodoviária, restaurantes de beira de estrada, bares cheios de bêbados ou algo assim. Eu não passo nem na porta desses. Estou falando de banheiros de colégio ou mesmo da universidade.

Toda vida achei um absurdo entrar no banheiro entre uma aula e outra e ter nojo até de lavar a mão, porque o chão do banheiro estava ensopado, cheio de pedaços de papel higiênico, as toalhas (quando havia) reboladas no chão e o cheiro no ar era… bom… desagradável. Isso em colégios particulares, onde haviam faxineiras que cuidavam, mas ainda assim não davam conta da zona feita pelas meninas lindas e bem-educadas que ali estudavam. Eu fico me perguntando se elas fazem isso no banheiro da própria casa ou no das amigas…

Na universidade é tão ruim quanto (ou pior). Bloco novo, banheiro novo (evidentemente), segundo dia de aulas ali e uma das cabines já está completamente suja de algum material duvidoso. Coordenadora compra espelho para o banheiro e… cadê? Colocaram no turno da manhã, roubaram no turno da tarde. E papel higiênico espalhado, pia e chão molhados, nem falo nada dos assentos dos vasos sujos, é típico de quem não tem equilíbrio para utilizar vasos sanitários públicos. Isso não deveria ser necessário, mas acho que se colocassem proteção para os assentos lá, provavelmente os roubariam todos também. Roubaram no banheiro do cinema (além das embalagens para descartar absorventes usados), como esperar que não roubem na universidade?

No entanto o que mais me espanta é a imundisse no banheiro de uma academia. Se brincar é a academia mais cara da cidade, o que quer dizer que a maior parte das pessoas ali tem uma situação financeira confortável. Tem os que tem descontos, como universitários. E tem aqueles que passam fome, mas malham numa academia cara pelo status.

Imagine que você é do primeiro grupo. E que resolveu malhar. Entrou pela primeira vez no vestiário feminino e lá estavam as pias com um espelho de parede à parede, depois os sanitários, uma área ampla com armários (o vestiário em si) e atrás, vários boxes de chuveiros. O vestiário limpinho, pias em ordem, sabão, toalhinhas de papel para secar a mão, chuveiros com água quente e fria, também limpos, boxes de vaso sanitário idem. A academia é organizada, bonitinha e o banheiro também. Pontos positivos, né? Você se matricula.

Eventualmente será necessário usar o banheiro e não será apenas uma vez. E o banheiro (os vasos sanitários) estão muito parecidos com os que eu encontro na universidade. Como é que pode? Bem… Tem vários universitários malhando por lá. Mas não são maioria. E tem uma faxineira dentro do banheiro quase que o tempo todo. E qualquer um pode ver trocentos empregados trabalhando, limpando até as frestas entre os azulejos de toda a academia. Então por que não usar o banheiro como deve ser usado? Pelo costume? Ou pelo simples prazer sádico de impedir que outras pessoas se sentem nos assentos dos vasos sanitários? Será que o banheiro masculino é assim? E será que, passando das 15h30, o balcão da pia deles fica todo molhado? E será que lá também ninguém sabe aonde fica o balde de lixo e joga os papéis no chão?

Posso não ter a resposta para essas perguntas e pode ser que as afirmações seguintes sejam infundadas. Às vezes a gente pensa que quem tem mais educação está nas camadas sociais mais altas. Bullshit. O que me parece é que há algumas gerações os pais encarregaram as escolas de educar seus pimpolhos. E as escolas não o fizeram, afinal isso é obrigação dos pais. Então uns foram aprendendo com os outros e é claro que não aprenderam que o certo é jogar papel no lixo, fechar a torneira ou não fazer guerra d’água-papel-toalha-whatever no banheiro. Ou que os banheiros, bem como todos os itens ali dentro, salas de aula ou ruas foram feitos para cada um e, portanto, é nossa obrigação conservar tudo num bom estado de uso.

As pessoas, em geral, tem na cabeça a idéia de que tudo bem estragar “porque não é meu”. E que disse que não é? O banheiro da academia não é dos alunos matriculados? Para o bem deles? Para eles terem onde fazer xixi, guardar suas bolsas e tomar banho? O espelho no banheiro da universidade não é para todas as alunas ajeitarem seus cabelos, conferirem se a calcinha não aparece por baixo da calça quando elas sentam ou retocarem o batom? As salas de aula possuem ventilador, janelas que abrem e fecham e quadros brancos para o conforto dos alunos? Pra que pintar o quadro de caneta hidrocor, quebrar as janelas ou arrebentar o ventilador?

Isso não é da classe social. Isso é da sociedade em geral. Não sei se da sociedade brasileira, sei que é daquela na qual eu vivo. Com a qual eu convivo. Não importa se é no banheiro da universidade pública, da academia de bairro ou da chique. Do bar da esquina ou daquele mais arrumadinho onde você vai comemorar algo com os amigos. Os banheiros não são bem cuidados por aqueles que os utilizam. Se não cuidam do banheiro, imagina do resto, só porque não é algo pelo qual notaram que pagaram.

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Inversão

Julho 9, 2008 · Deixe um Comentário

O bom de ir é saber que há um lugar para onde voltar.

O estranho é quando o lugar para onde se vai vira o lugar para onde se volta e o lugar para onde deveríamos voltar vira aquele do qual saímos.

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Maquiagem

Julho 8, 2008 · 4 Comentários

Deixe-me ver como é que começa… Faz algum tempo que não faço isso!

Primeiro passo é preparar a pele, né? Li em algum canto que fazer isso era como pintar um quadro, melhor quando a tela está em branco. Mas pra deixar a pele “em branco” eu preciso de um tempo que não tenho. Eu deveria ter passado creminhos nas espinhas, feito uma limpeza de pele pra tirar os cravos, deveria ter hidratado, tonificado, emulsificado… Eu não tive tempo, fazer o quê?

Vou ter que me contentar com o emergencial. Tudo bem, não é meu casamento. Pra começar eu deveria ter dormido à tarde, colocado bolsinha de chá de camomila nos olhos, mas uma sexta não pode ser meu dia de beleza. Tenho aula, tenho academia. Tenho outra comemoração, de outro grupo, para ir.

Mas a maquiagem eu faço! É a formatura da minha melhor amiga, ela merece!

Melhor amiga… Engraçado! Pensando bem, esse termo não se aplica. Ela é minha amiga mais antiga isso é verdade. Queridíssima, sem dúvidas. Mas eu tenho tão poucas amigas… Dá até pra contar nos dedos, e nos dedos de uma única mão. As outras são… bem, tem amigas, mas são amigas por-assim-dizer. Ninguém para quem eu ligaria de madrugada morrendo de chorar em plena TPM porque acho que, de repente, meu namorado pode não ter gostado do que falei no jantar. Ou o garçom olhou feio pra mim. Vai saber, quem é que explica um choro de TPM?

Mas amigas de verdade pelo menos acalmam os nervos. E dessas eu tenho poucas. É até injusto chamar uma delas de melhor amiga. Mas a minha amiga formanda amada merece que eu me arrume para a festa dela.

Então pulando todas as etapas que não fiz até o momento, a base, não é isso? Não, não… É o corretivo… É? É. Era melhor que fosse líquido, mas em bastão ocupa menos espaço. E eu faço menos meleca. E depois dele vem a base. Olhaí, como está tudo dando certo!

Certo, os líquidos já foram. Vem o pó, agora. Pó compacto no rosto, no pescoço, no decote… E os olhos. Aprendi que os olhos são o primeiro pedaço do rosto que maquiamos “com cores” (porque tudo o que veio agora era da mesma cor da pele). Primeiro curvamos eles… Ai! Tenho que parar de beliscar as pálpebras com o curvex! Cílios curvos, olhos enxutos, vem o lápis. Até aqui, sem grandes problemas. O olho esquerdo não está exatamente igual ao direito, mas acho que ninguém vai notar.

Agora mais pó: a sombra. Ou as sombras. Pra fazer a sombra dos olhos vou usar várias sombras para criar um efeito legal. E vou tentar repetir o que uma amiga minha me ensinou. Se não der certo… esfumaço tudo, passo pó compacto por cima e passo o delineador mesmo, que já estou em cima da hora! E depois o rímel. E sem piscar, pra não manchar e não precisar jogar tudo fora e começar de novo.

Agora o blush. Como é que passo mesmo? Faz peixinho ou incha as bochechas? Quer saber, vou passar só um pouquinho, só pra dizer que passei e vou pro batom. A última parte da maquiagem a ser colocada e a primeira a ser tirada. E a mais fácil de ser recolocada, então não tem problema nenhum.

E o telefone toca. E é ele. O namorado está na porta e eu nem vestida estou. Não passei nem perfume. Aliás, sem perfume, não estou vestida, calçada nem maquiada, que vai ficar tudo incompleto. Mas agora é rápido. Vestido por cima da cabeça, nuvem de perfume pelo quarto, bolsa (celular-carteira-chave, tudo aqui?) e me calço no carro, sem problema nenhum.

Sufoco! Maquiagem me enrola, mas acho que vale a pena no final! Dá até prazer em fazer isso por essas pessoinhas que amamos.

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