Atualmente são lançados em média 2.000 livros apenas pelas editoras nacionais. O número cresce ainda
mais se pensarmos nas publicações mundiais. A maior parte desses títulos são feitos naqueles formato que conhecemos bem, com capa, contracapa e folhas de papel, no entanto alguns autores autorizam que seus livros sejam publicados em outros formatos. Os e-books, ou livros digitais, se tornam cada vez mais populares por causa do preço e do fácil acesso.
Preferidos pelos leitores mais jovens, os e-books são livros feitos para serem lidos no computador, notebook ou aparelhos específicos para esse fim, conhecidos como e-readers. Há escritores que autorizam que suas obras sejam digitalizadas, outros que escolhem o mundo da Internet como local exclusivo de sua publicação e como os custos para fazer um livro digital são menores, eles se tornam 50% mais baratos que os livros convencionais e muitas vezes podem ser encontrados de graça.
Saamã Efigênio, 22, aluno de Letras da UFPB, diz que a tendência é a popularização cada vez maior dos livros digitais, pois gera uma possibilidade de armazenamento de informação muito maior que livros impressos em papel além de aumentar o acesso a obras escritas em outros idiomas, o que é muito útil para quem estuda línguas estrangeiras.

Os livros mais encontrados online a preços baixos ou sem qualquer custo são os clássicos, tanto brasileiros quanto estrangeiros, já que são obras de domínio público, como as de William Shakespeare ou Machado de Assis. Para Saamã, a disponibilidade de tais obras de graça e a poucos cliques de distância faz com que se tornem mais populares entre os leitores atuais. “Para mim funciona bem o fato de poder acessar clássicos disponíveis em um minuto sem precisar sair de casa. Por diversos fatores como segurança, tempo e comodidade, hoje prefiro ler em PDF”. Já Allana Dilene, 21, graduada em Letras pela UFPB e professora de ensino médio, acredita que mesmo com a praticidade de ter um livro no computador em questão de minutos não é suficiente para que os jovens se interessem por tais obras. Se em poucos cliques podemos baixar o livro inteiro, com menos ainda temos acesso ao resumo com todas as informações relevantes. “Caímos aqui na lei do menor esforço”, diz ela.
Um novo formato de livro digital está surgindo: o mobile book. É um livro feito para ser lido em celular, com recursos para marcar a página que está lendo, de modo a retornar facilmente a ela mais tarde, além de menu de ajuda e possibilidade de transitar facilmente pelos capítulos, dependendo do programa utilizado para criar o livro. A grande desvantagem para a maior parte das pessoas é a dificuldade de ler em telas pequenas como as dos celulares.
E-books são práticos por serem fáceis de baixar, não custarem nada (ou muito pouco) e caberem num pendrive, no entanto ainda enfrentam o desafio de se tornarem uma leitura confortável. Ler num monitor é uma tarefa cansativa e o preço dos e-readers ainda não é conveniente para boa parte da população brasileira. O Cybook, por exemplo, é um leitor com duas telas, leve e pequeno, porém não está disponível no Brasil e custa U$399, sem considerar impostos, que custam 60% do valor em Reais do aparelho, e taxas de importação.
Os livros digitais são mais uma forma de publicação, que se somam aos livros tradicionais e a tendência é que nenhum desapareça por causa do outro, do mesmo modo que a Internet não eliminou o rádio ou a televisão.
Fernanda: Os livros digitais pra computador (e-book) estao se tornando populares. O que você acha do aumento da popularidade deles?
Allana: É uma conseqüência da popularidade da internet. Já vi alunos meus dizendo: “Por que eu deveria comprar o livro se eu posso encontrar de graça na internet?”. No entanto, é um hábito da nova geração. Eu não consigo imaginar, por exemplo, meus pais lendo um livro no computador. Na verdade, nem mesmo eu consigo me acostumar. Prefiro arrumar uma maneira de imprimir o material para ler com calma depois. Os e-books são ótimos em um país como o nosso, onde livros custam tão caro.F. Quais as vantagens e desvantagens em relação ao formato convencional?
A. A principal vantagem, acredito, é a acessibilidade. Bem, são muitos títulos digitalizados, e você pode ter todos de graça. Às vezes dá trabalho encontrar algum título específico, mas normalmente é bem fácil encontrar o que deseja. No entanto, lidamos com o problema do conforto. Ficar horas e hora sentada na frente de um computador, ou notebook, não me é nada confortável. Não só pela sensação física, mas também porque o computador tem sempre muitas coisas que podem desviar a sua atenção da leitura. Pelo menos é o que acontece comigo (risadas).F. A digitalização de clássicos contribuiu para aumentar sua popularidade entre os leitores?
A. Não acredito. A popularização da internet acarreta também na proliferação de sites de resumos para estudantes, que são recheados com informações sobre os clássicos. E caímos aqui na lei do menor esforço: porque o adolescente sem o hábito da leitura, em um mundo repleto de informações, vai se dar ao trabalho de ler Machado de Assis se pode encontrar resumos a cliques de distância?F. Já existem alguns livros criados para celular, você acha que esse método fara sucesso?
A. Talvez faça, mas não comigo (risadas). Não abro mão de ler sentada confortavelmente em uma poltrona, com um caderno de lado pronto para receber anotações. E não gosto de celulares, então…
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Essa matéria foi escrita para a cadeira de Laboratório de Jornalismo Impresso e não foi revisada ou editada, já que o professor ignorou as matérias escritas até agora. Fazer o quê? (Ok, sei que tem algo a ser feito, mas só falo nisso depois que fizer.)
Allana também escreve (muito bem, por sinal) e tem seu blog, o Brainstorm. Eu sugiro que vocês dêem uma olhada.










1 response até agora ↓
Allana // Junho 1, 2008 às 9:23 pm
Estou me sentindo famosa. xD