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Entradas desde Junho 2008

Floresta Genealógica

Junho 21, 2008 · Deixe um Comentário

Sempre me interessei por árvores genealógicas e coisas do gênero. Sei de histórias interessantes como, por exemplo, meus avós são primos em segundo grau, meu bisavô por parte de pai veio pro Brasil pra fugir do exército (ele não queria lutar na I Guerra Mundial), meus bisavós italianos acharam que iam fazer fortuna aqui e venderam tudo o que tinham na Itália (como muitos italianos fizeram)…

Aí, um belo dia, descubro o Geni, um site onde posso fazer a árvore genealógica online, convidar cada um dos membros da minha família para participar, construir seus perfis, colocar datas de nascimento e óbito dos ancestrais. O mais interessante é que posso não me ater apenas aos ancestrais, a árvore cresce para todo lado, formando novas árvores e construindo uma verdadeira floresta. Afinal, posso colocar os irmão da minha mãe, seus cônjuges, os irmãos e pais dos conjuges e assim vai. As possibilidades são ilimitadas, depende apenas do quanto você conhece  sua própria história.

Claro que a resposabilidade não precisa ser toda sua. Você convida seus parentes para o site através do e-mail e eles também acrescentam mais coisas.

Para iniciar sua árvore, basta fazer cadastro no site www.geni.com. Todos os seus dados serão mantdos privados, a não ser que você queira mostrá-los.

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Meu Primeiro Dia dos Namorados

Junho 12, 2008 · 1 Comentário

O ano era 1992. Estudava no Pré-Dois (série equivalente à série anterior à alfabetização aqui em João Pessoa) no Instituto Educacional Meu Pequeno Mundo, ainda em São Paulo.

O colégio era uma graça! Ia do maternal ao Pré-Três (a alfabetização), tinha um tanque de areia gigantesco com dois cágados, uma garagem que era oficina de artes, um parquinho com casinha, castelinho, escorregador e algumas árvores, apresentação de dança das pequenas alunas a cada data comemorativa e um pé de pitanga gigante que tinha pitangas deliciosas (ou assim me lembro).

O dia 12 de junho caiu numa sexta feira naquele ano e, por algum motivo, eu acho que era o último dia de aula antes das férias. Minha mãe foi me pegar no colégio e, quando estávamos entrando no carro, um coleguinha meu e sua mãe nos cumprimentaram. A mãe disse para o menino me entregar um embrulho de presente e ele me deu, muito tímido. Atendendo o pedido da mãe, me deu um beijinho no rosto. A mulher papeou alegremente com minha mãe por algum tempo, o menino ficou lá morrendo de vergonha e eu fiquei olhando pros dos, sem entender nada e também encabulada.

O presente era um conjuntinho de blusinha (acho que com um leão estampado) e short. O short era verde e na época achei que era roupinha de brincar. Hoje, acho que talvez fosse um pijaminha.

Me lembrei dessa história essa semana. O coitado do menino (cujo nome eu lembro, against all odds) deve ter dito para a mãe dele que eu era a namoradinha dele do colégio ou coisa assim. Tinha muito disso. A gente dizia que fulano era nosso namoradinho, mas não dava beijinho no rosto, não andava de mãos dadas nem nada. Era só porque achávamos a pessoa bonitinha mesmo. Normalmente o namoradinho ou namoradinha nem sabia que era chamado assim por alguém. Se pensarmos com a cabeça de hoje, dá um resultado estranho.

Eu dizia que um certo Luiz Fernando era meu namoradinho, porque ele se chamava Fernando e eu Fernanda. A Stephanie também dizia que o Luiz Fernando era namoradinho dela, porque achava ele bonitinho. Ela era mais atiradinha e chegou a dar um beijo no rosto dele e não era aniversário nem nada. E tinha esse menino, o Douglas, que dizia que eu era a namoradinha dele. Ninguém nunca deu presente um pro outro (tirando o Douglas). A Stephanie só pensava em correr de um lado pro outro com suas bonecas descabeladas, o Luiz Fernando tinha a mente nos carrinhos e em uma brincadeira que envolvia naves espaciais e, de vez em quando, convidar uma ou outra menina para ser uma das capitãs (pois é, eu também já comandei uma nave espacial – ainda que imaginária) e eu… bem, eu tinha minhas bonecas, meus joguinhos de montar de madeira e ursinhos de pelúcia. O quadrilátero amoroso era a coisa mais inocente possível (talvez as naves espaciais imaginárias fossem mais reais).

Enfim, ganhei meu primeiro presente de dia dos namorados. Talvez o mais surpreendente. Eu não sabia que ia ganhar presente, o que ia ganhar ou mesmo de quem ia ganhar. Não sabia nem que era dia dos namorados.

Mas eu desejo a todos um feliz dia dos namorados. Tão surpreendente quanto o meu primeiro presente, só que bem mais romântico. ^^ E desejo isso especialmente pro Douglas, que eu não tenho idéia da galáxia em que ele se encontra, mas lembrei dele mesmo assim. =)

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Vídeos de Origami

Junho 10, 2008 · Deixe um Comentário

Aprendi a fazer origamis numa feira japonesa que teve no Manaíra Shopping, aqui em João Pessoa, em 2005. Na época, eu fazia tsuru atrás de tsuru, mas não muito mais do que isso. Até que eu descobri um site com diagramas simples e animações, o Origami Club. Foi uma evolução e tanto para minhas dobraduras! O site era apenas em coreano (hoje tem várias opções de idioma, menos português), mas as figuras eram bem claras. Passei a fazer caixinhas e outros bichinhos, a maior parte deles origamis planos.

O mundo dos kusudamas, das flores intrincadas, daqueles dragões maravilhosos ainda era algo absolutamente distante, utópico. Até que aprendi o primeiro kusudama (que já esqueci como faz e não lembro o nome). Dobras bem simples, apenas 6 partes. Fiquei muito empolgada!

Em 2006 fui para São Paulo, visitar a família, e naquele pulinho básico e obrigatório na Liberdade, comprei quase 2 mil papéis para fazer origami. Não consegui usar a maior parte ainda. Nesses dois últimos anos peguei vários diagramas, descobri as comunidades no orkut e me aventurei no mundo dos diagramas. Os dragões maravilhosos e insetos detalhados ainda estão distantes, mas cada vez menos.

Outra coisa maravilhosa que descobri foi o youtube. Imagina? Entrar lá, digitar, por exemplo, “origami rose” e ver trocentos vídeos diferentes ensinando a fazer a rosinha que aprendi lá na Feira Japonesa com o Gustavo Kyotoko? Mas tem um problema: as pessoas que criam os vídeos ensinando a fazer origamis simplesmente não falam nada neles.

Sempre tem aquele momento em que a mão cobre a câmera ou uma dobra não fica muito clara… Claro, nem todo mundo sabe falar outro idioma, mas já seria uma mão na roda para aqueles que entendem o que a pessoa do vídeo está dizendo. Aí fica lá no fundo aquele barulho de papel amassando, dobrando, fora isso, o silêncio sepulcral.

Fiquei viajando, pensando que talvez seja por causa dos nomes pomposos… “Dobra vale”, “dobra montanha”… Mas acho que não é esse o motivo. As explicações não precisam ser bonitinhas, bastam… bem… explicar! Basta dizer que dobra no meio, junta essa ponta com a outra, tá vendo essa aba? (aponta a aba) você tem que empurrar ela pra baixo.

Mas com ou sem explicação falada, vou voltar aos vídeos e ver se consigo fazer “sozinha” a rosa que aprendi nesse fim de semana.

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IV Feira Japonesa

Junho 8, 2008 · Deixe um Comentário

Estou um pouco atrasada, mas melhor tarde do que nunca.

Sexta-feira, 06/06/08, começou a IV Feira Japonesa de João Pessoa. O tema desse ano é o Centenário da Imigração Japonesa. O que você pode encontrar lá? Bem… Quase tudo sobre a cultura japonesa: origamis (xD), música, dança, apresentação de artes marciais, motos (oO), comida (se bem que o China in Box está lá também, de enxerido), ikebana, fotos, haikais…

Achei o desenho do cartaz a coisa mais fofa! Na Feira é possível ver esse e outros desenhos.

Ontem teve apresentação de uma banda que toca temas de animes, inclusive. Não, eu não vi. Cheguei a ir para o Espaço Cultural ontem, mas cheguei muito, muito atrasada. Não deu pra entrar no local da feira.

Hoje tem mais música, mais dança, mais artes marciais, mais exposições e o encerramento.

Fotos “oficiais” do primeiro dia e programação estão aqui: http://www.acbjpb.org/ivfeirajaponesa.htm. As “oficiosas” eu espero tirar hoje e jogar no Picasa.

A entrada custa R$2,00 e a feira está localizada no Mezanino I do Espaço Cultural, os animes (se não me engano) são exibidos no Auditório Azul, bem como os filmes, e as apresentações de música (exceto bandas) acontecem no Cine Bangüe.

Categorias: Japão · João Pessoa · arte · cinema · comida · cultura · exposição · origami

Gmail

Junho 7, 2008 · 1 Comentário

Dentre outras coisas, é por isso que gosto da Google:

Não vou nem comentar nada! =)

Categorias: arte · besteirol · internet · vídeo · youtube

Dirigindo

Junho 6, 2008 · 2 Comentários

Eram umas nove da noite. As paredes me oprimiam. Ela disse que, de vez em quando, pegava o carro e dirigia até o Cabo Branco, ficava lá, olhando o mar, depois voltava pra casa. Cada um estava ocupado com alguma coisa, peguei as chaves do carro e dirigi até chegar na BR. Sabe, às vezes dá vontade de ir dirigindo na pista atééé Recife! Seria bom pegar a BR vazia e dirigir até acabar a estrada ou a gasolina, ouvindo música, sem nenhum outro carro a vista. Segui para o norte. Não iria poder ir muito longe, mas Intermares daria para o gasto.

O mundo estava vazio em Cabedelo. Na principal de Intermares, paralela à praia, não havia quase ninguém. Uma ou outra dupla de pessoas conversando na mureta da praia. Fui até onde não tinha mais calçadinha, mal tinha iluminação. Peguei uma ruela de onde, durante o dia, eu poderia ver o mar imenso e resplandescente ondulando à minha frente. Mas era noite. Mantive o farol alto aceso e o carro ligado. Olhava o breu estendido ali na frente e pensava na vida. Ou fingia que pensava. Minha mente estava tão clara quanto a paisagem invisível na minha frente. Sempre quis fugir pra uma praia deserta. Sol, mar, sombra, ventinho, nenhum sinal de civilização até abandonar as areias brancas e a água azul, translúcida…

Podia ver dali a praia de Tambaú e suas luzes, nas ruas, nos prédios e sabe-se lá mais onde. Mas estava lá. Brilhando. Como se houvesse uma vida intensa e interessantíssima para se ver. Sempre gostei da iluminação da cidade à noite. É bonita e, não sei bem o porquê, nostálgica. Olhava para Tambaú, apreciando a vista e pensando com desdém naquele convite para a vida interessante que, na verdade, não existia. Mas ainda assim, gostava das luzes.

Peguei a principal de Intermares de volta. Não era muito seguro continuar ali, sozinha na praia dentro de um carro numa viela escura. Tudo bem, estáva em uma cidade pacata, mas poderia acontecer algo, não poderia? Não é sempre assim? Basta descuidar e você tem uma arma apontada para a sua cara e uma situação amedrontadora em volta. Olhei uma última vez para as luzes e comecei a dar ré. A vida pulsando ali, com certeza interessante para alguém, e eu desejando que o mundo parasse. Engraçado como esse caminho me parecia tão comprido quando eu era criança…

Segui para Tambaú. De repente uma vontade de ver gente se precisar interagir, sem precisar participar. O trânsito, os outros motoristas disputando a passagem, os semáforos rápidos no verde e tão lentos no vermelho. Se os carros tivessem braços, eles estariam se acotovelando em volta das ruas da Feirinha, brigando por uma vaga, para entrar primeiro, para fugir da chuva fina que começava a cair. A água pingava sobre o pára-brisa com uma dúvida existencial de quem não sabe se vai ou se fica. Se cai logo com tudo ou se deixa se levar pela preguiça e pelo vento. Naquela noite eu não poderia dizer se ia chover de verdade ou se era só uma garoa e tudo bem, vamos saltitar de um bar para outro, à pé e sem guarda-chuva.

Cruzei cada uma das ruas apinhadas. A noite começava naqueles bares. Vários carros estacionados, algumas pessoas espalhadas nos estabelecimentos, outras chegando. Dali a algumas horas, mais da metade estaria bêbada. Para muitos uma solução, para outros, um problema. Cada um tem seus modos de escapar da realidade.

Depois de passar por cada bar, peguei a rua da praia e fui devagar. Devaneando, pensando sobre o tempo, sobre aquelas pessoas, sobre as prostitutas caminhando nas calçadas da praia de Tambaú e os velhinhos sentados nas muretas em grupo, conversando e olhando as prostitutas que passavam. Na velhice, você não vai assistir mais filmes se não os assistia antes. Não vai aprender a bordar ou a tocar violão. Você vai fazer exatamente aquilo que fez a vida inteira durante o seu tempo livre. Por um momento fiquei pensando num velhinho que observava atentamente as pernas de uma puta, mal protegidas por uma minúscula saia. Será que o velhinho vai pelo menos perguntar o preço do programa? Era um velhinho tão velhinho, será que ele vai ser capaz de fazer com a moça das pernas nuas tudo aquilo que ele está imaginando? Será que ele tornará a noite dele mais interessante? Provavelmente não.

Os bares nas proximidades de Manaíra estavam abrindo. O Picuí, o Mr. Caipira… O copo de licor de menta cintilava verde sobre a mesa. “Eu tive uma idéia interessante.” “Mesmo? Qual?” Era quase como se tivesse luz própria. As ruas foram me levando de volta para casa, passando por casas, prédios, lojas e sua pretensão de que um dia faça frio de verdade em João Pessoa, bares e seus atuais e futuros bêbados. Uma leve dor de cabeça subia pelas minhas orelhas, pela minha testa, até o alto do crânio. Tão leve… talvez a dor estivesse em dúvida se deveria acontecer. Seres vacilantes à minha volta e só o que eu queria era espairecer, respirar. A dor de cabeça se estabeleceu enquanto eu abria o portão. Ao menos o nó na minha garganta se desfez.

Categorias: João Pessoa · carro · conto

Eu sou um artista drogado, e você?

Junho 1, 2008 · 1 Comentário

Terminei de assistir a segunda temporada de Heroes essa semana (segunda ou terça feira) e, bisoiando no Brainstorm, acho um teste para saber qual personagem de Heroes você é. Pena que é um personagem que já morreu… =/

Pelo menos uma coisa é certa: eu sou, sim, temperamental. E adoraria poder ver o futuro!

Ainda que meu poder preferido sempre tenha sido assumir a forma dos outros. Porque esse poder só aparece pros bad guys?

Bem, descubra que personagem de Heroes você é!

Categorias: besteirol · internet · jogo · teste

O Fenômeno dos Livros Digitais

Junho 1, 2008 · 1 Comentário

Atualmente são lançados em média 2.000 livros apenas pelas editoras nacionais. O número cresce ainda mais se pensarmos nas publicações mundiais. A maior parte desses títulos são feitos naqueles formato que conhecemos bem, com capa, contracapa e folhas de papel, no entanto alguns autores autorizam que seus livros sejam publicados em outros formatos. Os e-books, ou livros digitais, se tornam cada vez mais populares por causa do preço e do fácil acesso.

Preferidos pelos leitores mais jovens, os e-books são livros feitos para serem lidos no computador, notebook ou aparelhos específicos para esse fim, conhecidos como e-readers. Há escritores que autorizam que suas obras sejam digitalizadas, outros que escolhem o mundo da Internet como local exclusivo de sua publicação e como os custos para fazer um livro digital são menores, eles se tornam 50% mais baratos que os livros convencionais e muitas vezes podem ser encontrados de graça.

Saamã Efigênio, 22, aluno de Letras da UFPB, diz que a tendência é a popularização cada vez maior dos livros digitais, pois gera uma possibilidade de armazenamento de informação muito maior que livros impressos em papel além de aumentar o acesso a obras escritas em outros idiomas, o que é muito útil para quem estuda línguas estrangeiras.

Os livros mais encontrados online a preços baixos ou sem qualquer custo são os clássicos, tanto brasileiros quanto estrangeiros, já que são obras de domínio público, como as de William Shakespeare ou Machado de Assis. Para Saamã, a disponibilidade de tais obras de graça e a poucos cliques de distância faz com que se tornem mais populares entre os leitores atuais. “Para mim funciona bem o fato de poder acessar clássicos disponíveis em um minuto sem precisar sair de casa. Por diversos fatores como segurança, tempo e comodidade, hoje prefiro ler em PDF”. Já Allana Dilene, 21, graduada em Letras pela UFPB e professora de ensino médio, acredita que mesmo com a praticidade de ter um livro no computador em questão de minutos não é suficiente para que os jovens se interessem por tais obras. Se em poucos cliques podemos baixar o livro inteiro, com menos ainda temos acesso ao resumo com todas as informações relevantes. “Caímos aqui na lei do menor esforço”, diz ela.

Um novo formato de livro digital está surgindo: o mobile book. É um livro feito para ser lido em celular, com recursos para marcar a página que está lendo, de modo a retornar facilmente a ela mais tarde, além de menu de ajuda e possibilidade de transitar facilmente pelos capítulos, dependendo do programa utilizado para criar o livro. A grande desvantagem para a maior parte das pessoas é a dificuldade de ler em telas pequenas como as dos celulares.

E-books são práticos por serem fáceis de baixar, não custarem nada (ou muito pouco) e caberem num pendrive, no entanto ainda enfrentam o desafio de se tornarem uma leitura confortável. Ler num monitor é uma tarefa cansativa e o preço dos e-readers ainda não é conveniente para boa parte da população brasileira. O Cybook, por exemplo, é um leitor com duas telas, leve e pequeno, porém não está disponível no Brasil e custa U$399, sem considerar impostos, que custam 60% do valor em Reais do aparelho, e taxas de importação.

Os livros digitais são mais uma forma de publicação, que se somam aos livros tradicionais e a tendência é que nenhum desapareça por causa do outro, do mesmo modo que a Internet não eliminou o rádio ou a televisão.

Fernanda: Os livros digitais pra computador (e-book) estao se tornando populares. O que você acha do aumento da popularidade deles?
Allana: É uma conseqüência da popularidade da internet. Já vi alunos meus dizendo: “Por que eu deveria comprar o livro se eu posso encontrar de graça na internet?”. No entanto, é um hábito da nova geração. Eu não consigo imaginar, por exemplo, meus pais lendo um livro no computador. Na verdade, nem mesmo eu consigo me acostumar. Prefiro arrumar uma maneira de imprimir o material para ler com calma depois. Os e-books são ótimos em um país como o nosso, onde livros custam tão caro.

F. Quais as vantagens e desvantagens em relação ao formato convencional?
A. A principal vantagem, acredito, é a acessibilidade. Bem, são muitos títulos digitalizados, e você pode ter todos de graça. Às vezes dá trabalho encontrar algum título específico, mas normalmente é bem fácil encontrar o que deseja. No entanto, lidamos com o problema do conforto. Ficar horas e hora sentada na frente de um computador, ou notebook, não me é nada confortável. Não só pela sensação física, mas também porque o computador tem sempre muitas coisas que podem desviar a sua atenção da leitura. Pelo menos é o que acontece comigo (risadas).

F. A digitalização de clássicos contribuiu para aumentar sua popularidade entre os leitores?
A. Não acredito. A popularização da internet acarreta também na proliferação de sites de resumos para estudantes, que são recheados com informações sobre os clássicos. E caímos aqui na lei do menor esforço: porque o adolescente sem o hábito da leitura, em um mundo repleto de informações, vai se dar ao trabalho de ler Machado de Assis se pode encontrar resumos a cliques de distância?

F.  Já existem alguns livros criados para celular, você acha que esse método fara sucesso?
A. Talvez faça, mas não comigo (risadas). Não abro mão de ler sentada confortavelmente em uma poltrona, com um caderno de lado pronto para receber anotações. E não gosto de celulares, então…

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Essa matéria foi escrita para a cadeira de Laboratório de Jornalismo Impresso e não foi revisada ou editada, já que o professor ignorou as matérias escritas até agora. Fazer o quê? (Ok, sei que tem algo a ser feito, mas só falo nisso depois que fizer.)

Allana também escreve (muito bem, por sinal) e tem seu blog, o Brainstorm. Eu sugiro que vocês dêem uma olhada.

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