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Coffee! Coffee!

Maio 26, 2008 · Deixe um Comentário

Dia 24 de Maio foi o Dia do Café e eu perdi essa data. Logo eu! E nesse dia nem tomei café para comemorar, que acordei praticamente na hora do almoço.

Descobri isso através de uma matéria que saiu no Bolsa de Mulher, falando da data e dos benefícios do cafezinho. Só não concordo com uma coisa: a parte em que diz que café não vicia. Ora, se até chocolate vicia! Mas não digo que seja ruim. Não é aquele vício doido de dar tremedeira e síndrome de abstinência, apesar de ter gente que tem dor-de-cabeça se passar o dia todo sem tomar uma xícara de café. É um vício mais parecido com o da dança ou de qualquer outro exercício físico que seja praticado regularmente (ainda que a dança seja o mais viciante para  mim). Ou um livro muito bom ou um hobbie. Quem faz origami, por exemplo, dificilmente passa um dia sem fazer uma dobrinha e não é porque os dedos pedem. É pelo costume e pelo bem que faz à cabeça da gente.

Ainda digo mais a respeito do café: deixar de tomá-lo pode não ser o motivo para minhas dores de cabeça, mas uma xícara do “pretinho” com certeza é um bom remédio para ela. Sabe como é, é cafeína e é algo entrando no estômago. Comer normalmente alivia a dor de cabeça e cafeína é um dos componentes dos remédios para cefaléia.

A bebida também tem algo de social. Quantas vezes já não virei para algum amigo com a indagação simples (“Café?”) e segui para algum canto que servisse um bom expresso ou capuccino, para fofocar, trocar figurinhas, novidades… Até de reaproximação com parentes serve, vai por mim.

O resto dos benefícios deixo para que a matéria cite, além de receitas com e sem álcool na segunda página, que eles fizeram entrevistas com médicos, eu não.

O café tem algo de romântico. Sempre me remete à alguma cena que eu nunca vi de uma jovem e fina mulher num verão parisiense, sentada debaixo do guarda-sol de algum café (en francè, mes amis: lê-se “cafê”), lendo um livro e observando uma praça ensolarada e belamente arborizada. Ou um encontro hollywoodiano com o amor de sua numa cafeteria dessas em que os protagonistas de comédias românticas tomam seus cafés-da-manhã todo dia e em certo dia fatídico dão de cara com aquele(a) estranho(a) que nunca esteve ali antes e provavelmente nunca mais estará.

Ou simplesmente acordar de um sonho bom com um beijo delicado e um sorriso, sentir o cheiro aconchegante do café vindo da cozinha e tomá-lo bem quente, forte e doce em uma linda xícara de porcelana pintada, com bastante calma, como quem não tem nada melhor pra fazer o dia inteiro do que bebericar o café e sorrir de volta.

Categorias: café · comida · data comemorativa · história · homem · relacionamento

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