Free Time?

Entradas desde Março 2008

O Nascimento de Vênus

Março 13, 2008 · Deixe um Comentário

Estou lendo esse livro pela segunda vez, enquanto espero que os livros do curso cheguem para começar a fazer meus trabalhos.

A história se passa na Florença renascentista e ao lado da personagem principal você poderá encontrar grandes figuras desse período, como Lorenzo de Medici e os artistas que ele patrocinava.
Alessandra guia o leitor por sua história de menina amante das artes junto com a própria história e costumes da cidade, assim como a evolução de uma família rica que atingiu a fortuna com o comércio de tecidos recentemente.
Dentre outros fatos da época, podemos ver que por mais apreciadas que fossem as artes elas eram proibidas às mulheres, assim como o conhecimento de filosofia e matemática. Mulheres eruditas dificilmente encontrariam um marido.
Não só do drama feminino trata a história. Esse cenário mostra também a convivência do artista com a família que o patrocina, a influência da Igreja na vida das pessoas e como as regras existiam, mas nem por isso eram seguidas.
Estou mole, morrendo de preguiça, então espero que esse pequeno comentário seja suficiente para deixá-los com vontade de ler o livro.
Ah! Também trata de assassinatos e do que os homossexuais precisavam passar para esconder a sua escolha.
Dica: procurem as imagens das obras na internet enquanto vão lendo o livro. Dá um colorido à mais.

Categorias: arte · história · literatura · livro · renascença

Aulas

Março 11, 2008 · Deixe um Comentário

Uma raridade dentro da UFPB (dentro do curso de jornalismo, ao menos.)

Categorias: aula · curso · jornalismo · universidade

Dia das Mulheres

Março 9, 2008 · Deixe um Comentário

Eu acho uma bobagem comemorar o Dia Internacional das Mulheres. Não vejo muito sentido em ficar dando parabéns, dando flor e etc. por aí. Afinal, o que é que vocês estão celebrando? Acabei de ler um post meio feminista a respeito, mas tirando os exageros, acho que ela tem razão. Por que ter um dia no ano para ser das mulheres? Não que não tenha um dia dos homens, mas já já chego lá.

Acho válido que exista o dia para lembrar das 129 mulheres que foram trancadas e queimadas vivas em Nova Iorque. Acho que ao invés dos colégios fazerem festinha com rosa, chocolate, musiquinha e dizer o quão belas nós somos, deveriam aproveitar para expor uma tragédia que aconteceu com as trabalhadoras que resolveram protestar por melhores condições. O mesmo vale para o Dia do Trabalho e outras datas comemorativas do gênero. Ao invés de fazer com que os alunos percam aula por besteira, estariam ensinando algo a eles. E ensinar algo para esses cabeça-ocas (sinto muito, mas é o que a maioria das pessoas é) é sempre válido.

E para aqueles que reclamam que não exite um dia dos homens, no Brasil ele é comemorado em 15 de Julho. Lutei um bocado para achar alguma explicação histórica para tal comemoração e só achei algo na Wikipédia (santa Wikipédia!), que possui um link para outro site relacionado ao assunto.

O Dia Internacional dos Homens foi proposto por Mikhail Gorbachev e foi aceito pela ONU. Sua sugestão era que se comemorasse no primeiro sábado de novembro, mas cada país tem sua data. A “tradição” (desconhecidíssima, por sinal) começou em 1999.

Mas por que celebrar? De acordo com o site americano Men’s Day, é o dia do homem entrar em contato com suas emoções, seu “eu interior” e pensar nas contribuições que fez para sua família, sociedade e país, “geralmente sacrificando seus próprios interesses”. É o dia de todo mundo reconhecer os esforços dos homens.

Pra começar, homem, mulher, cachorro, periquito, papagaio, todo mundo age de acordo com os próprios interesses, ainda que esses não sejam egoístas. E mesmo que sejam, desde que não saia atropelando ninguém, que mal tem? Quem vai fazer alguma coisa, normalmente pensa no benefício que isso lhe trará a curto, médio ou longo prazo. Recomendo pensar a longo prazo.

Depois: só o homem contribui para a sociedade? A mulher não? A meu ver a sociedade é formada por homens e mulheres e ambos contribuem para ela, assim como a denigrem. Por que não reconhecer os esforços dos homens e mulheres à medida que eles acontecem?

E não, eu não concordo que em 8 de Março as mulheres mudaram o mundo a seu favor. Esse mundo ainda está mudando, ainda não existe igualdade entre os gêneros, por mais que as coisas tenham melhorado muito ao longo da história. É um marco da luta das mulheres por essa igualdade, mas veja: aqui no Brasil nós precisamos da Lei Maria da Penha para que os homens sejam punidos por assassinar uma mulher. Até essa lei ser criada, o assassino pagaria uma multa, cestas básicas e tudo bem. Estaria pronto para matar a próxima namorada que resolvesse descumprir uma de suas ordens. É melhor ter uma lei que ponha um maluco desses na cadeia do que lei nenhuma, mas a lei de homicídio não deveria servir para todo mundo? Ou vai chegar o dia que precisaremos de uma Lei João da Penha também?

Eu gostaria de ver um motivo decente pro Dia Internacional dos Homens. E gostaria que o Dia Internacional das Mulheres fosse lembrado pelo que ele é. Talvez assim homens e mulheres parassem pra pensar um pouquinho e continuassem a mudar a sociedade para que ela se torne mais justa, igualitária e, porque não, inteligente.

Sugestão de livro: “O Universo Numa Casca de Noz” – Stephen Hawkings. Comecei a ler ontem. Extremamente interessante. Dentre outras coisas, me fez chegar à conclusão que preciso aprender o que não aprendi direito no ensino médio para extrair o máximo possível do livro.

Categorias: cultura · data comemorativa · história · homem · mulher

Rota 66 – A História da Polícia que Mata

Março 7, 2008 · Deixe um Comentário

O livro de Caco Barcellos começa com jeito de ficção, contando a história de um jovem rico da cidade de São Paulo e sua última noite junto com a namorada, levando-a para passear em seu Fusca e deixando-a em casa antes de se encontrar em um bar com os amigos.
No meio das conversas, um dos amigos de Francisco Noronha, o Pancho, o convence, junto com um terceiro, a se vingar de um cara que lhe devia dinheiro roubando o rádio do carro dele. Ao invadirem a casa, são surpreendidos pela Veraneio cinza da Polícia Militar que os persegue pela cidade e os mata, num dos casos raros de assassinato de jovens ricos da metrópole por parte da polícia. Noronha e seus amigos morreram numa madrugada de 1975 no bairro dos Jardins e os policiais da Rota 66 que os assassinaram jamais pagaram pelo crime.
Barcellos começou a pesquisa do livro para registrar os casos de criminosos mortos pela polícia a partir de 1972. Quando deu sua pesquisa por completa, no início da década de 90, havia chegado à conclusão de que os criminosos eram minoria entre os assassinados nessas duas décadas. A maioria das vítimas da Polícia Militar de São Paulo era inocente. Eles preferiam assassinar homens pobres, jovens, negros ou pardos, mas nem por isso as mulheres escapavam. Dentre os criminosos mortos, cerca de 34% das vítimas, apenas 2% era de latrocidas e estupradores, o tipo de criminoso mais odiado pela sociedade. Boa parte havia praticado furtos e a maioria não era reincidente. Ainda assim a polícia alardeava a cada morte que havia eliminado um criminoso “de alta periculosidade”.
A narrativa do livro vai se alterando, passa a remeter menos à ficção e tornar os fatos cada vez mais reais. À medida que Caco Barcellos descreve o modo como pesquisou cada caso, torna o texto mais parecido com uma grande reportagem na qual denuncia a ação dos policiais da Rota – Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar – sediada no 1º Batalhão da Polícia Militar, dentre elas tortura e assassinato de inocentes, alterações da cena do crime e a impunidade com a qual eram presenteados pelos colegas do IPM – Inquérito Policial Militar.
“Rota 66” é uma leitura forte, revoltante e de certa forma esclarecedora. Narra com frieza as mortes ocorridas no período da pesquisa e as ações da Polícia Militar, que acoberta os crimes e homenageia aqueles que cometeram o maior número de assassinatos. Também abre os olhos para os novos métodos de tortura criados e aplicados após a ditadura militar e a corrupção que existia – e ainda existe – dentro das organizações policiais.
—-
Trabalho de uma das cadeiras da universidade. Falta reler, revisar, essas coisas. Acabei de terminar o livro, é muito bom e eu recomendo, principalemente para quem não vai precisar escrever sobre ele depois.

Categorias: jornalismo · literatura · livro · trabalho · universidade

Frase

Março 6, 2008 · 2 Comentários

“De longe ninguém é normal. De perto, menos ainda.”
Não sei quem é o autor.

Categorias: frase

Soninho…

Março 6, 2008 · Deixe um Comentário

Agora entendi porque o nome “Sandman”. Parece que jogaram um saco de areia nos meus olhos. Eles estão pesados, vermelhos e ardem e tudo o que quero é dormir. Infelizmente eu não consigo.

Categorias: sono

Addicted?

Março 6, 2008 · Deixe um Comentário

A gente sabe quando paixão por sapatos é um negócio perigoso quando andamos num shopping center e ao invés de olharmos as roupas da vitrine, prestamos atenção aos sapatos colocados nos pés das manequins. Especialmente se estamos precisando é de roupas.

Categorias: sapato

Começando

Março 6, 2008 · Deixe um Comentário

“Mais um blog…”, alguém que me conhece provavelmente vai pensar.

É. Mais um blog. Mesmo veículo (ou “mídia” como diria algum professor do meu curso, pra boa parte deles tudo é mídia) de comunicação, idéias diferentes.

Nada errado com o Membrana (que está no wordpress, caso não tenham notado) ou com o 16mm. Na verdade, há algo errado com o 16mm: apesar da idéia ser fantástica eu simplesmente não tenho tempo para postar nele com a dedicação que ele merece. Simplesmente resolvi fazer um blog para escrever qualquer bobagem quando tiver um tempo livre, seja ela útil (como no 16mm) divertida (como no Membrana Seletiva) ou simplesmente algum comentário pessoal sobre… bem, sobre qualquer coisa, inclusive minha própria vida. E pretendo fazê-lo quando eu tiver algo parecido com um tempo livre. Coisa rara cuja existência estou começando a questionar.

E quer forma melhor de começar do que reclamando? Até porque isso de criar blog relaxa. Metade dos que criei fiz dessa forma. E se preciso relaxar é porque tem algo errado. Esse algo errado chama-se “TREPJ”, sigla de uma cadeira do curso de Jornalismo cujo significado estou com preguiça de explicar. Na verdade, o problema não é a cadeira em si, é o trabalho que deveria entregar amanhã.

Ou melhor: o problema nem é o trabalho, que o trabalho, de certa forma, já estava feito. O problema é que eu não gostei do que fizeram, porque ficou mal feito, e resolvi fazer de novo. O trabalho em questão é uma revista, feita com reportagens e matérias escritas pelos alunos, editada por outros e diagramada por um terceiro grupo. Adivinha em que grupo me meti? Claro que no mais trabalhoso! (Às vezes desconfio da minha inteligência… Tem dias que duvido da existência dela.)

Lá vou eu diagramar, 10, 15 matérias no photoshop pra deixar a revista com cara de revista (e não de jornal) em 3 dias, gastando 1h para cada matéria e sem ninguém para me ajudar. Não por má vontade, as coisas simplesmente não funcionaram.

Cá estou eu, com 6 matérias prontas, criando mais um blog, desestressando, mandando tudo às favas e me livrando da culpa. Sejam bem-vindos e não se preocupem: posts como esse serão raridade.

Categorias: apresentação · jornalismo · trabalho · universidade